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Wanderley de Mello

Bruna Santine

Wanderley de Mello fez da sua vida um leque de opções. Dividiu-se como advogado, radialista, apresentador, professor, e recentemente, dono da sua própria emissora de rádio. Vindo de Campestre, acompanhou a história da rádio na imprensa poços- caldense e hoje colhe a satisfação de ter realizado todos seus sonhos.

De Campestre- MG, Wanderley nasceu em 28 de setembro de 1952 na zona rural, mudando-se depois para a cidade onde teve seu primeiro emprego como engraxate. O pai começou a trabalhar como motorista de caminhão e por isso, em 1964 a família mudou-se para Poços. Ainda trabalhou como engraxate até conseguir um trabalho na loja de peças Irmãos Sodré Ribeiro que funcionava onde hoje é o supermercado San Michel.

Em 1971 ainda trabalhou no Hospital Santa Casa na área de departamento pessoal, e continuou nessa área até ir trabalhar na agência da Mercedes, com 19 anos. Em 1975, após concluir o curso de contabilidade no colégio Pio XII, Wanderley ingressa no curso de Direito na cidade de São João da Boa Vista- SP.

 Desde pequeno, a área jurídica o chamou a atenção. Como tinha um tio que morava perto do fórum em Campestre, Wanderley tinha a rotina jurídica como usual, e ao observar o trabalho de um advogado de perto, se interessou. “Assistia aos júris e gostava da atuação de um moço com roupa preta que falava e gesticulava muito, perguntei a minha avó quem era aquele rapaz, na simplicidade que a cabia, ela me respondeu que era um “adevogado”, e a partir disso, decidi que eu também seria um”, explica ele.

Já formado como advogado e amigo de um dos locutores da rádio, ele recebe um convite para assistir a um programa na Rádio Cultura, na época, a emissora ficava no prédio próximo a padaria Fiorela. “Esse locutor era um grande amigo, o Catireiro, que faleceu há pouco tempo”, fala ele.

Durante o programa, o advogado que até então era somente mais um admirador da emissora, se vê lendo comerciais durante o programa e dali nasce mais uma profissão.  “Como eles gostaram da maneira que li os comerciais, eles me convidaram para voltar na próxima semana”, lembra Wanderley que tinha entrado em uma emissora de rádio pela primeira vez.

No começo como advogado trabalha com várias áreas do Direito e começa a fazer o Tribunal do Júri. “Eu acabo de completar meu júri de número 130, e me tornei conhecido na área criminal”, comenta o advogado que em paralelo seguia com o trabalho na emissora de rádio.

O advogado

O advogado lembrou-se de um episódio que aconteceu no início da sua carreira, no dia posterior a um júri popular, teve uma visita inesperada.  “O réu daquele júri bateu a minha porta para pagar os meus honorários, o expliquei que não havia necessidade daquilo, ele me trouxe cinco litros de leite, tudo que ele tinha”, emociona-se Wanderley .

Outra lembrança do início da carreira de advogado foi a história de uma senhora chamada Donana que sempre passava em frente ao seu escritório. “Eu sempre a cumprimentava e um dia ela me procurou dizendo que o filho tinha sido preso e pediu para que lhe ajudasse, porque ela não tinha condições financeiras”, conta o recém formado advogado.

Wanderley se emociona ao lembrar, e após ter conseguido tirar o filho da senhora da cadeia, no dia seguinte, encontrou a mulher ajoelhada em sua porta. “Nunca mais vi aquela senhora, mas não me esqueço daquele agradecimento”, diz ele.

Ligando a primeira profissão com a paixão pelo jornalismo, Wanderley tornou-se assessor jurídico de vários órgãos de imprensa. “Atendo 11 empresas de comunicação”, fala ele.

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Rádio

Voltando ao universo da rádio, o locutor começa a acompanhar o Catireiro nos programas da Rádio Cultura.  Ao encontrar Sebastião Pinto Filho, diretor do Pio XII e diretor da Rádio Difusora, Wanderley tem conhecimento que Monsenhor Trajano procura uma equipe para a Difusora. Wanderley foi ao encontro do Monsenhor e em 01 de outubro 1978 começa a trabalhar na radio Difusora, permanecendo até hoje, são mais de 38 anos de trabalho na emissora.

Ele ainda se lembra dos programas que eram líderes de audiência no começo da trajetória da imprensa. “O programa Rancho Tangará que tinha como locutor o compadre João, uma pessoa que me ensinou muito, era famoso na cidade”.

O radialista fala sobre nomes que foram destaque na locução das rádios na cidade.  “Calixto Jorge trazia um programa de samba e curiosidades. Chico de Assis também já aparecia com o programa Conversa com o Povo, no ar até hoje. Celso Saraiva a voz mais bonita da rádio. Alfonso Celso, Jota Prata, Vera Ribeiro, João Dias, Cid Chacon”, recorda ele dos profissionais que mudaram o cenário da cidade.

‘Difusora no Sertão’ foi o primeiro programa que apresentou. Na época a rádio pertencia ao deputado federal Milton Reis. Wanderley também participou da inauguração da Difusora FM, hoje a Jovem Pam, presenciando também a criação da Tv Plan.

Quando Orlando Cioffi, o Riachinho, assumiu o controle da rádio Difusora, em 1994,junto com seus filhos, Wanderley foi convidado para ser o primeiro gerente da rádio Difusora na administração do Grupo Cioffi Comunicações, e permaneceu por sete anos.

Durante seu trabalho, Wanderley começou a sentir falta da presença das canções da cultura da Folia de Reis. “Na roça eu sempre escutava a Folia de Reis no rádio, e quando vim para Poços, fui procurar porque eles não eram ouvidos”, encontrando a resposta que as pessoas não se comportavam bem nos estúdios, Wanderley mudou isso, apresentando pessoas que levavam a sério a Folia de Reis e os introduziu nos programas.

O radialista fala de um jargão muito usado na imprensa antigamente, quando o jornalismo era chamado ‘gilete press’ porque cortava-se as notícias do jornal diário e lia-se. “Hoje o jornalismo é debatedor, há discussão dos assuntos, o que não havia antes”, pontua o radialista.

O atual cenário da imprensa da cidade poços- caldense também foi mencionado. “Observo que hoje a imprensa de Poços é diversificada, atende a todos os gostos, sendo fieis ao que seguem. A web máster rádio, que funciona online, é uma inovação na cidade”, enaltece ele.

Se lembrando de umas das gafes que acontecia nas transmissões ao vivo, Wanderley conta a de um acidente da Fórmula 1. Ao relatar a notícia, o radialista disse que o acidente ocorrera com um corredor não muito importante e se tratava de um acidente comum. Quando na verdade, o Zé Carlos Passe, o piloto, era um campeão e o acidente tinha sido muito grave. “Fiquei muito mal ao perceber meu erro, mas na hora eu realmente não soube passar a notícia correta”, confessou ele.

Wanderley finaliza com uns dos episódios mais emocionantes da sua carreira, que foi transmitir a morte de Ayrton Senna. “Eu estava de plantão e fiquei muito assustado com a notícia”, diz ele.

Outras áreas

Wanderley ainda trabalhou na área de esporte, como repórter de campo, durante dez anos. Mesmo quando nem pensava em trabalhar na emissora, desde jovem, já acompanhava as partidas de futebol e ajudava os profissionais da área. “Tínhamos que puxar alguns fios antes da transmissão, testar microfones, aquilo já me encantava mesmo antes de eu pensar em trabalhar com isso”, confessa ele. Lembrando o trabalho com Dutra Filho, um dos maiores narradores de futebol de Poços.

Todos esses primeiros passos aconteceram no estádio Cristiano Coronel Osório, o ‘Alçapão do Periquito’, o campo da Caldense, onde funcionam as quadras atuais do clube. Local que o radialista tem saudades e onde assistia aos jogos da veterana. “Um dia ao testar os microfones, um menino começou a fazer xixi na maleta dos equipamentos, e eu instintivamente gritei - Não faz xixi não moleque! Essa foi a primeira frase da transmissão daquele dia”, conta rindo o então aprendiz.

Cobriu eleições durante todos esses anos e conta como a rotina era cansativa. “Ficávamos cinco dias apurando os votos e acompanhando  os resultados das cédulas, chamávamos de eleição romântica”, comenta ele.

As transmissões de carnaval também eram um desafio, Wanderley conta que o locutor Antonio Carlos Pereira segurava locuções com duração de 10 a 12 horas e comenta um caso engraçado. “Durante a transmissão, o bloco das tarântulas passava na avenida e um dos nossos locutores mais jovens chamou-  ‘Celso nesse momento aproxima-se o bloco das tarantôlas’. Celso disse que preferia as tarântulas e seguiu a transmissão”, relembra Wanderley.

Lembranças da cidade

Logo que chegou a Poços o que mais impressionou Wanderley foram os automóveis V8 que ficavam estacionados onde hoje se encontra o terminal de linhas urbanas. “Eram os únicos carros V8 da região, e todos da cidade ficavam deslumbrados”.   

 Os alto- falantes que ficavam na antiga rodoviária da cidade, localizada no mesmo local que o Espaço Cultural da Urca ocupa hoje, também foi recordado. “Ali nasceu um grande locutor de rádio, o atual vereador Antônio Carlos Pereira, que era anunciante da rodoviária”, lembra Wanderley.

Na praça Pedro Sanches as pessoas ouviam a ‘Fermoi Publicidade’, que tocava músicas sertanejas em alto- falantes instalados no local. “Locutores como Wagner Mendes e Eduardo Paiva eram representantes fortes dessa época”, destaca.

Além de advogado e radialista, Wanderley ainda se dedicou ao ensino. Durante 12 anos lecionou no Colégio Pio XII a matéria de direito e legislação no curso de contabilidade.

Aos 50 anos, Wanderley descobre a diabetes tendo como conseqüência a perda de uma das visões, mas aprendeu a conviver com a deficiência. “Depois disso passei a enxergar melhor, comecei a ver coisas que eu não via”, ressalta ele.

A convite de Ildeu Pereira, há dois anos, passou a integrar a equipe da Tv Poços com o programa ‘Direitos e Deveres’.

Recentemente criou sua própria emissora, a rádio ‘Canção de Boiadeiro’, realizando outro sonho. “Realizei todos os meus sonhos, sou casado com Marilene Oliveira Mello, tenho duas filhas, três netas. Somos uma família jurídica com uma filha advogada e genros também advogados”, comemora o advogado e radialista.

“Só tenho a agradecer a Deus por tudo que ele me deu”, diz Wanderley que divide sua vida entre a advocacia, o programa de televisão, a profissão como radialista, e recentemente, como proprietário de uma rádio online.

Tiras para controle de glicemia voltam a ser distribuídas

O aposentado José Lins da Silva, 78, foi cedo até a farmácia central, na Policlínica, para buscar as tiras de controle de glicemia. “Eu tomo insulina uma vez por dia e faço esse controle uma vez por dia, também. Então faz muita falta a tira. É muito bom que hoje vou conseguir levar isso pra casa”.

Desde a tarde desta quinta, 18, as tiras voltaram a ser distribuídas nas quatro farmácias municipais de Poços: Vilas Unidas (zona oeste), Hospital da Zona Leste, Hospital Margarita Morales (zona sul) e Policlínica Central. O item estava em falta desde o início do mês, por conta de um atraso no processo de compra feito pelo Governo de Minas. “Desde que a notícia da chegada das tiras foi anunciada, muitos pacientes já vieram até a farmácia e o movimento já está grande desde ontem”, afirmou a agente administrativo Priscila de Souza.

No ano passado, o procedimento de compra foi alterado, cumprindo a determinação CIB-SUS Nº 2.164, de 19 de agosto de 2015, da Secretaria de Estado de Saúde, que fixa normas de financiamento e execução do Componente Básico do Bloco da Assistência Farmacêutica no âmbito do SUS. Baseado nisso, o Governo de Minas fez uma grande licitação, para maior compra e redução no valor unitário das tiras. Para isto, foi aberta uma ata para adesão de todos os municípios.

O prefeito Sérgio Azevedo formalizou a adesão em outubro, mas o Estado só validou o documento depois da assinatura de outros municípios o que teria gerado o atraso no processo e o consequente desabastecimento. Aliado a isso, as empresas fornecedoras entraram em férias coletivas no final do ano. No início do ano, com o retorno das atividades, a distribuidora responsável pelo fornecimento a Poços, informou que recebeu o pedido de compra do Estado somente no dia 8 de janeiro e prometeu a entrega para até o início de fevereiro.

Diante disso, uma compra emergencial foi feita pela Secretaria Municipal de Saúde, para atender os cerca de 1.200 pacientes que retiram o material, como Componente Básico do Estado. “Adquirimos 45 mil tiras, levando em conta que nosso uso médio mensal é de 64 mil tiras essa quantidade consegue suprir a necessidade de cerca de três semanas, ou seja, até a chegada das tiras adquiridas na compra intermediada pelo Estado”, explicou Yula Merola, responsável técnica de Assistência Farmacêutica.

Maestro Jean Reis rege o concerto de encerramento

A 19ª edição do Festival Música nas Montanhas (FMM) teve início em 11 de janeiro e termina neste sábado com vários motivos para comemoração. Entre eles, o público que esteve presente, em peso, em todos os espetáculos.

Para o encerramento, a expectativa é de que o Teatro da Urca bata mais uma vez seus recordes em recepção de pessoas. Apresentando a Orquestra Sinfônica do Festival, sob regência do maestro Jean Reis, o concerto de encerramento fecha, com chave de ouro, a edição que antecede o aniversário de 20 anos do evento.

Para o programa noturno de hoje o espetáculo traz como solistas a soprano Susan Ruggiero e o contrabaixista Marcos Machado, com a estreia sul-americana do concerto Wolf Totem (2014), do compositor chinês Tan Dun.

Mas, além da programação noturna, outros espetáculos ocorrem ao longo do dia. Às 15h, o Museu Histórico e Geográfico de Poços de Caldas recebe a Classe de Canto. Dentro da Série IMS – Casa da Cultura, às 17h, o espetáculo fica por conta da música de câmara, com o concerto “Tinetti Convida” e a participação de Robert Suetholz (violoncelo) e Luís Afonso Montanha (Clarineta).

Notícias da Associação Atlética Caldense

O plano sócio-torcedor “Mineirão 2018” está sendo um sucesso entre os apaixonados pela Veterana. O pacote foi criado especialmente para que os torcedores possam economizar na compra de ingressos. Todos estão reconhecendo o quanto ele é vantajoso. Até sexta-feira, mais de 400 torcedores haviam adquirido o plano.

No próximo dia 03 de fevereiro, o tradicional Baile Verde e Branco voltará a agitar a Caldense. O evento, que não era realizado desde 2013, retornará com força total no Ginásio Luiz Sodré Ayres, na sede social do clube. Ingressos à venda na sede do clube.

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